segunda-feira, 19 de julho de 2010


Troque se coração por um fígado, assim você pode beber mais e amar menos.


Pra mim chega, eu sinceramente não quero mais saber, não quero me preocupar, não quero enchergar. Quero fingir que nada aconteceu, preciso me entregar ao imediatismo cego. É melhor que eu esqueça, e viva como se eu estivesse ficado em côma por 4 meses, e derrepente acordei perdida, preciso ter a imagem de que ele não foi real, de que ele não aconteceu. Será melhor mesmo esquecer tudo o que passou e seguir em frente ? Mas seguir em frente pra onde ? Aonde é a frente ? Estou perdida. Devo mesmo matá-lo friamente como uma assassina maníaca procurando o marginalismo surreal ?! Aqui sentada, em frente a este notbook, imaginando coisas anormais, escrevendo sem pensar, só digitando a minha falta de coerência em pessoa. Escrevendo as minhas confusões, minhas agonias, deixo solta a imaginação confusa, e livre meus dedos, prontos para digitar o que meu cérebro louco mandar. Preciso me encontrar.

"
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho "

- Você não me ensinou a te esquecer - Caetano Veloso

Não sei o que se passa na cabeça deste homem ao escrever essa música, não sei quais foram suas dores, seus sofrimentos, não faço idéia do que levou Caetano a este fim. Mas sei que esta música me chama atenção, ésta me encontra.
Mas não cabe mais em mim, virei uma assassina alucinada. Matei, mato e matarei a semente que foi plantada em meu coração. Foi por amor, o assassinato da flor ..

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